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Friday, March 22, 2019

Hot Clube 23 Dezembro 2005



1. no fundo dos teus olhos de água
Luis Pedro Fonseca 1982
2. labirinto
Luis Pedro Fonseca 1981
3. eu não me entendo
José Luis Gordo/José Mário Branco 1998
4. eternamente tu
Jorge Palma 1989
5. mariazinha
José Mário Branco 1971
6. quando vem do amor
Ronaldo Bastos/ Luis Pedro Fonseca 1984
7. a noite passada
Sérgio Godinho 1972
8. a culpa é da vontade
António Variações 1984
9. estou além
António Variações 1983
10. sempre que o amor me quiser
Luis Pedro Fonseca 1984

Qual é coisa qual é ela? - O álbum das adivinhas - 1978/1979



as músicas:

a escola

a aldeia
o fotógrafo
a fábrica
o mar
o comboio
a caixeira
o pastor
o circo
o pescador
o sol
o pedreiro
álbum completo




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“Morno, frio, quente, a escaldar... é uma adivinha, muitas adivinhas, para adivinhar...” Foi assim que nasceu este disco. Trabalho de brincar. Criança que não deixei, não deixámos de ser, olhos abertos para o que se passa em volta, atentos. Porque fomos três na equipa inicial: o Luís Pedro, o Zé da Ponte e eu. Muitos mais depois. A Lena Águas, os meninos que com ela brincaram de cantar, o Carlos, o Rui, o Francisco, a Ana, o João, a Betinha, a Micá e todos osa outros que trabalharam para que as Adivinhas fossem disco, este disco. “Tens que escrever umas palavras”, disseram-me. Palavras? Não. Vou antes escrever: pescador, caixeira, mar, sol, pedreiro, fotógrafo, fábrica, comboio, pastor, aldeia, circo, escola. Pensando no trabalho de cada um, parando um pouco para olhar o sol e o mar, participando, afinal, na vida de todas as pessoas e de todos os dias, surgiram as soluções para as adivinhas, tão fáceis de adivinhar. Dirão alguns que não é um disco infantil. Porque não foi ao Jardim da Celeste, não andou de mão dada com As pombinhas da Catrina nem namorou a Rosinha do meio... é verdade que às Pombinhas da Catrina preferimos o maro sol, e o retrato do José, de fatiota nova. Que trocámos o Jardim da Celeste pelo circo, pela aldeia, pela escola, pela fábrica. Que pusemos de lado a Rosinha do meio para cantarmos o pescador, o pedreiro, a caixeira, o pastor. O Luís Pedro, o Zé da Ponte, e eu com eles, entendemos assim o nosso – vosso disco infantil. E ficaremos felizes se todos, crianças e adultos, cantarem connosco “a batida bem certinha do coração do operário”, ou o arco-íris que faz o sol quando pelas nuvens se mete ( e só cores são sete!) ou a vida da caixeira que “dobra, desdobra, busca e rebusca, conta e reconta e torna a contar”.
Qual é coisa, qual é ela?” é o disco infantil que todos “vivemos” dia a dia.
 Maria João Duarte 1978

ROBOT/Armagedom, 1981, single

ROBOT ARMAGEDOM

Lena d'Agua & Atlântida Perto de Ti - 1982


Nuclear Não, Obrigado
No fundo dos teus olhos de água
Terra Mágica
Demagogia
Perto de Ti

da noite  (video)
Voo no azul
Carrossel da vida na cidade
Liamba
Na conquista





                  produzido por Robin Geoffrey Cable

   



Vígaro cá, vígaro lá / Labirinto (single de1981)




 labirinto




o single ecológico de 1983 Jardim Zoológico/Papalagui

o single de 1983

jardim zoológico


papalagui    construiu florestas que parecem querer tocar o céu
gigantes de pedra sobre a natureza que abateu
preso num mundo que fez pra si

à velocidade de uma pedra que é lançada ao ar
corre atrás do tempo como se o quisesse agarrar
testa franzida, quase não ri, PAPALAGUI

nas leis do seu jogo e na sua forma de pensar
Deus é o dinheiro, só é salvo quem o adorar
dono do mundo, escravo de si, PAPALAGUI

vive nas florestas que parecem querer tocar o céu
em baús de pedra que o fumo já enegreceu
dono do mundo, escravo de si, PAPALAGUI

Aguaceiro, 1987



lado A

voar
fim do verão
estou além
a barca dos amantes












lado B

aguaceiro
bela adormecida
redondo vocábulo
se o vento chamar por mim


(só em vinil)

arranjos e produção de António Emiliano

Aguaceiro


Ficha técnica:

António Emiliano, teclados
João Maló, guitarra
Yuri Ferreira, baixo
Manuel Costa Reis, bateria

Emanuel Ramalho, bateria em Estou Além
Carlos Martins, saxofone em Voar e Fim do verão
Rui Veloso, guitarra solo em Aguaceiro
Isabel CampeloJoão Teixeira, coros em Fim do verão e Se o vento chamar por mim
Sara ÁguasFilipa Águas e Joana Leal, coros em Voar

Fotografia, Raul Constâncio
Capa, José Manuel- Avenida Designers
Gravação, assistência de produção e supervisão de corte de acetato de Jorge Barata

Gravado e misturado no AngelStudio2, em junho e julho de 1987

Arranjos e Produção de António Emiliano para a CBS (Portugal)

o primeiro disco

o nosso livro (teledisco)
Lena d'Água 1979 o primeiro disco
1979

face A O nosso livro (Florbela Espanca)

face B Cantiga da babá (Cecília Meireles)

Sunday, November 30, 2014

TAO


"Subo até ao alto da montanha
À procura de um guru
Olham frias as estátuas de Mu
Faço como o monge no Tibete
Que ao frio se senta nu
Olham mudas as estátuas de Mu
Deixo o corpo ao sabor do vento
Como as canas de bambu
Ficam quietas as estátuas de Mu
Lanço um grito no lago do espaço
Faço ondas como tu
Ficam mudas as estátuas de Mu"

Letra e música de Luis Pedro Fonseca
Álbum de 1986 Terra Prometida, Lena d’Água

techno25000 escreveu...
Esta é pra ouvir naquelas horas de preguiça em que nada apetece fazer, só ouvir boa música mesmo :)) E o toque oriental remete para lugares imaginários que há muito se deseja conhecer. É só fechar os olhos e deixar-mo-nos levar no embalo em direcção ao Oriente :)

Maria João Matos
escreveu...

namarië :) **)O(**

TAO
in Terra Prometida, 1986

Sunday, August 31, 2014

É ao mar que eu pertenço

SOM


Sei que pertenço ao céu azul

Sei que pertenço ao sol e ao sul
Estou na preguiça que produz
Figos maduros, vinho e luz

Olho este e mundo e no olhar
Sei que pertenço à cor do mar

Tenho palmeiras sob a pele
Lume no peito, noite e mel
Rasgo o silêncio à beira cais
Pronta a partir na paz dos corais

Olho este mundo e no olhar
Sei que pertenço à cor do mar
Cor, a que for do mar

Sei que pertenço à pedra cal
Verde segredo, peixe essencial
Estou no mistério do rumor
Do corpo a arder na guerra do amor

 

José Fanha / Luís Pedro Fonseca

In Lusitânia, Lena d’Água 1984

Sempre que o amor me quiser - 1984 - Lusitânia

SOM
Sempre que o amor me quiser
Basta fazer-me um sinal
Soprado na brisa do mar
Ou num raio de sol

Sempre que o amor me quiser
Sei que não vou dizer não
Resta-me ir para onde ele for
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão

Sempre que o amor me quiser
Sei que a razão vai perder
Que me hei de entregar outra vez
Como a primeira vez

Sempre que o amor me quiser
Vou-me banhar nessa luz
Sentir a corrente passar
E esquecer-me de mim
E esquecer-me de mim

Como uma chama que se esquece
Numa fogueira que arde de paixão
Sempre que o amor me quiser

(Luís Pedro Fonseca)