Wednesday, December 07, 2016

Qual é coisa qual é ela? - O álbum das adivinhas - 1978/1979



as músicas:

a escola

a aldeia
o fotógrafo
a fábrica
o mar
o comboio
a caixeira
o pastor
o circo
o pescador
o sol
o pedreiro




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“Morno, frio, quente, a escaldar... é uma adivinha, muitas adivinhas, para adivinhar...” Foi assim que nasceu este disco. Trabalho de brincar. Criança que não deixei, não deixámos de ser, olhos abertos para o que se passa em volta, atentos. Porque fomos três na equipa inicial: o Luís Pedro, o Zé da Ponte e eu. Muitos mais depois. A Lena Águas, os meninos que com ela brincaram de cantar, o Carlos, o Rui, o Francisco, a Ana, o João, a Betinha, a Micá e todos osa outros que trabalharam para que as Adivinhas fossem disco, este disco. “Tens que escrever umas palavras”, disseram-me. Palavras? Não. Vou antes escrever: pescador, caixeira, mar, sol, pedreiro, fotógrafo, fábrica, comboio, pastor, aldeia, circo, escola. Pensando no trabalho de cada um, parando um pouco para olhar o sol e o mar, participando, afinal, na vida de todas as pessoas e de todos os dias, surgiram as soluções para as adivinhas, tão fáceis de adivinhar. Dirão alguns que não é um disco infantil. Porque não foi ao Jardim da Celeste, não andou de mão dada com As pombinhas da Catrina nem namorou a Rosinha do meio... é verdade que às Pombinhas da Catrina preferimos o maro sol, e o retrato do José, de fatiota nova. Que trocámos o Jardim da Celeste pelo circo, pela aldeia, pela escola, pela fábrica. Que pusemos de lado a Rosinha do meio para cantarmos o pescador, o pedreiro, a caixeira, o pastor. O Luís Pedro, o Zé da Ponte, e eu com eles, entendemos assim o nosso – vosso disco infantil. E ficaremos felizes se todos, crianças e adultos, cantarem connosco “a batida bem certinha do coração do operário”, ou o arco-íris que faz o sol quando pelas nuvens se mete ( e só cores são sete!) ou a vida da caixeira que “dobra, desdobra, busca e rebusca, conta e reconta e torna a contar”.
Qual é coisa, qual é ela?” é o disco infantil que todos “vivemos” dia a dia.
 Maria João Duarte 1978

27 comments:

lena said...

neste disco puseram-me o nome da minha mãe, como se pode ver na contracapa
;)

passarei para aqui todas as adivinhas do álbum, da autoria da maria joão duarte

ah, este disco nunca teve edição em CD
pois claro

Saltos Altos said...

Xiiiiiiii... É quase da minha idade. Gosto muito da capa e da contra-capa.

:)***

g2 said...

É lindo... Isto tudo é lindo, mas as saudades... ai, as saudades... Beijinhos, laurinha

:)

Draco said...

Apesar de ter 9 anos em 1978, não conhecia...
Mas também, estava eu perdido no alentejo!.
:-)

Passaste para as Águas Furtadas?
;-)

lena said...

dei-me conta que estava na varanda dos mestres!
até corei!
=;D*

Anonymous said...

parece que os linques já funcionam todos
ufa!
:)

lena said...

era eu
8)

mimosa said...

Pode-te parecer incrivel...mas eu TENHO esse disco! :)

lena said...

mimosa!!!!!!! :D



quem diria, viste?
;)*

cj said...

Este disco é o disco do projecto Dia d'água? A data de edição é de 1978. Já vi uns discos de outras editoras que menciona Edisom. Seria a empresa de produção que depois deu origem À editora?

lena said...

se bem me lembro, foi isso mesmo, cj

e que eu saiba os diadágua não gravaram nenhum disco

fizemos parte, sim, de duas peças do experimental de cascais, como banda sonora residente (diadágua)

adorei! :)) uma pena não haver (q eu saiba) registo dessas duas peças

"onde vás, luís" e "as profecias do bandarra", encenação de carlos avillez
teatro experimental de cascais

talvez na rtp... nas catacumbas da rtp ;D

fadaMORANGAshop said...

Eu tenho este disco!!! :-)
Não me cansava de cantar, cantar, cantar...

Um beijo de Moranga*

lena said...

:)))))))************

Anonymous said...

Eu tenho uma dúvida: costumo "trabalhar" no www.rateyourmusic.com (não é bem, porque aquilo é uma base de dados que se quer o mais completa possível, e de muitos para todos) e inseri um disco de um conjunto chamado Dia d'Água. O disco chama-se "Moinho de Café". A editora é a Mel (que engraçado). Podem ver a capa do dito aqui: http://rateyourmusic.com/release/single/dia_dagua_x/moinho_de_cafe/

Será que é correcto? É mesmo um disco deste conjunto?
Peço esclarecimentos.
Ah, e se for mesmo, vejam só como aquele portal é útil a todos.

Altair82

lena said...

diadágua, sim, era o grupo do luís pedro fonseca e da formiga, onde fiz a substituição de uma outra voz feminina nas peças do teatro exp de cascais

foi da (con)fusão do nome deste grupo com o meu que fiquei d'água em vez de águas
:)

JJ said...

Helena, adivinha o que e' que eu tenho ali? Sim e' o disco das adivinhas... Belo vinil, comprei no outro dia, bem giro, ainda so ouvi a da escola, e gostei!
vou tentar tirar uma foto e enviar-te por email ok?

beijinho

Helena said...

ok :)

JJ said...

ja tirei a foto; vou enviar-ta. ve se recebes.
beijinhos, joao

Anonymous said...

Os Diad'água gravaram o seu primeiro disco em 1977 para a editora Mel. A banda era formada por Luís Pedro Fonseca, nas teclas, Toi Botto Sequeira, no baixo, Zé carlos Formosinho, na bateria, João Maló, na guitarra eléctrica, e ainda a Formiga e a Joana. O disco contém os temas "Moinho de café" (música de Luís Pedro Fonseca sobre quadras populares de Fernando Pessoa) e "Dor de alma" (música de Luís Pedro Fonseca e poema de António Gedeão).
Em 1978, com o abandono da banda do Zé Carlos Formosinho e do João Maló e a entrada do Zé da Ponte e do Necas, os Diad'água gravaram para a Valentim de Carvalho dois novos temas de Luís Pedro Fonseca: "Este livro que vos deixo" (sobre quadras de António Aleixo) e "Comunhão" (com poema de Miguel Torga e a flauta mágica de Rão Kiao).

Anonymous said...

Lena D´Água, por incrível que pareça eu vi fazer essa capa de disco. Foi o Artur Henriques, um prestigiado gráfico e ilustrador que fez dezenas de capas para o Zé Mário Branco, para o Júlio Isidro, para os mais conhecidos da época. O filho dele o Ricardo Henriques anda a comprar os discos com capas dele na Feira da Ladra.

lpboleo@gmail.com said...

O seu blog tem informações fantásticas sobre as quintas de Benfica, foi assim que aqui cheguei. Atrás da regente princesa Isabel Maria de Bragança tia de D. Maria II. Parabéns por este belo blog.

ara said...

Olá,
Finalmente encontrei este disco! E fiquei surpreendida por estar ligado à Lena d'Água. Não fazia ideia. Ainda fiquei mais fã :)

Não é possível pôr as músicas online para matar as saudades? Já não consigo lembrar-me de algumas canções e como eu gostava deste álbum! A minha filha já sabe a do Sol e do Comboio.
Obrigada e abraços, Rita

Helena said...

olá, Ara! é verdade, falta este! passarei de vinil para mp3 logo que tenha possibilidade. beijinhos :)

Joana said...

Os meus filhos adoram ouvir este disco, em vinil, claro.

Uma versão em CD era muito bem vinda!!

Joana

Joana said...

;-) disco fantástico

ara said...

Uau! Já ouvi! Muito obrigada!

Lena d'Agua said...

melhorei um pouco o som dos mp3, podem fazer download sem problema ;)
há dois ou três saltos no vinil n' 'a fábrica'.

só tenho um vinil e está riscado :\

festas felizes, gente! :)