Wednesday, January 30, 2019

Como sempre, como dantes (acerca do álbum de 2007, Sempre)

"Se estes anos foram uma travessia do deserto (ela diz que foi apenas da estepe) o oásis brilha no fundo dos seus olhos d’água. Diz que é o disco que sempre quis fazer. Já não será para o menino para a menina. Antes para o senhor e para a senhora. É coisa séria.
Contudo, ela ri-se. Como sempre. Conta histórias. Fala de si, da carreira, do pai, do irmão, da infância, dos Saladas de Frutas, do blog, das entrevistas anteriores, da escrita, das injustiças, do regresso, do rock e do jazz, sem nenhuma ordem específica, o discurso apenas flui. «Sou um pouco desbocada», admite. Enquanto isso chama a sua endiabrada cadela, a Tita, que salta de colo em colo, empoleira-se no patamar da janela como se fosse um gato, imitando o ritmo frenético da dona."

por Manuel Halpern, no Jornal de Letras
(excerto)

Thursday, September 27, 2018

tributo Elis 2002 Hot Clube - Fascinação


Nuno Ferreira - guitarra e direcção musical
Rui Caetano - piano
Nelson Cascais - contrabaixo e baixo eléctrico
João Silvestre - bateria
João Moreira - trompete

Friday, October 27, 2017

Aguaceiro, 1987



lado A
voar  (youtube)
fim do verão (youtube)
estou além (youtube)
a barca dos amantes  (youtube)




lado B
aguaceiro  (youtube)
bela adormecida (video)
redondo vocábulo  (youtube)
se o vento chamar por mim
 (youtube)

(só em vinil)

arranjos e produção de António Emiliano

Aguaceiro


Ficha técnica:

António Emiliano, teclados
João Maló, guitarra
Yuri Ferreira, baixo
Manuel Costa Reis, bateria

Emanuel Ramalho, bateria em Estou Além
Carlos Martins, saxofone em Voar e Fim do verão
Rui Veloso, guitarra solo em Aguaceiro
Isabel CampeloJoão Teixeira, coros em Fim do verão e Se o vento chamar por mim
Sara ÁguasFilipa Águas e Joana Leal, coros em Voar

Fotografia, Raul Constâncio
Capa, José Manuel- Avenida Designers
Gravação, assistência de produção e supervisão de corte de acetato de Jorge Barata

Gravado e misturado no AngelStudio2, em junho e julho de 1987

Arranjos e Produção de António Emiliano para a CBS (Portugal)

Terra Prometida, 1986


                  produzido por Robin Geoffrey Cable e Luís Pedro Fonseca

lado A
tudo bem video
estou contigo video
beco video
tao

lado B
dou-te um doce video
dança comigo
valsa nova
Ulysseia
terra prometida youtube


Friday, September 22, 2017

tributo de David Ferreira à memória de Luís Pedro Fonseca, na rádio pública



Luís Pedro Festa Teixeira da Fonseca
1950 - 2014
«O verdadeiro serviço público é aqui realizado por David Ferreira, que recorda, de forma sucinta, mas completa, o essencial do percurso e do génio criativo de Luis Pedro Fonseca. Estes 3 espaços foram transmitidos na Antena 1 e eram destaques como este que seria justo ter existido em toda a comunicação social portuguesa quando Luís Pedro Fonseca faleceu. Plexus, Chinchilas, Salada de Frutas e Banda Atlântida foram alguns dos grupos a que pertenceu. Rão Kyao (Fado Bailado), Carlos Bastos (All that Fado) ou Né Ladeiras (Traz-os-Montes) foram alguns dos nomes que viram discos marcantes a serem por ele produzidos. Porém, foi com Helena Aguas (Lena d'Água) que Luís Pedro Fonseca gravou uma vasta, consistente e fantástica colecção de grandes canções de sucesso. Vale a pena escutar e recordar ou descobrir quem foi um dos principais músicos e compositores portugueses dos últimos 100 anos. Obrigado, David.»

Wednesday, May 31, 2017

estava eu a pensar agora em ti e tu aqui






miminhos de um dragão em janeiro 2005 aqui no blogue

miminhos de um dragão...

Domingo, Janeiro 02, 2005 Tu Aqui Ia para comprar o CD dos Humanos com as músicas de António Variações e, após ouvir um bocadinho, desisti. Não gostei. Quero dizer, detestei. Isto aconteceu já há dias, antes do Natal. Esta tarde estive a ver um programa da SIC Notícias em que se entrevistavam alguns dos protagonistas deste projecto. Achei tanta graça. Eu sei que sou já mais velho do que a maior parte da malta que passa por aqui, mas há coisas que realmente me aborrecem. Primeiro, houve temas ali que não eram inéditos como já li e ouvi dizer. As pessoas não têm memória ou há coisas que não interessam? Em 1989, a Lena d'Água editou um Album, ainda em vinil (lembram-se do vinil???), com 5 temas inéditos do António Variações e o tema "Estou Além". Nessas interpretações, essas sim, é que se podia respirar o António Variações. Agora nisto? Mas onde é que a vocalista dos Clã tem voz para estas músicas? Até mesmo o David Fonseca consegue cantar mal os temas, parece que as canções não são para ele. É verdade que eu nunca gostei dos Clã, mas gosto muito do David Fonseca. Nunca pensei que poderia não gostar de alguma coisa cantada por ele. E depois irrita-me que as pessoas que dão as entrevistas tenham a memória tão curta e falem das coisas como se tivessem descoberto a pólvora quando esta já foi descoberta há tanto tempo. Se quiserem ouvir verdadeiros temas com o espírito do António Variações, procurem o CD "Tu Aqui" que por acaso encontrei há pouco tempo em formato CD num pack baratíssimo e deliciem-se!... (este post não foi para engraxar ninguém...)

Friday, February 17, 2017

Wednesday, December 07, 2016

Qual é coisa qual é ela? - O álbum das adivinhas - 1978/1979



as músicas:

a escola

a aldeia
o fotógrafo
a fábrica
o mar
o comboio
a caixeira
o pastor
o circo
o pescador
o sol
o pedreiro




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“Morno, frio, quente, a escaldar... é uma adivinha, muitas adivinhas, para adivinhar...” Foi assim que nasceu este disco. Trabalho de brincar. Criança que não deixei, não deixámos de ser, olhos abertos para o que se passa em volta, atentos. Porque fomos três na equipa inicial: o Luís Pedro, o Zé da Ponte e eu. Muitos mais depois. A Lena Águas, os meninos que com ela brincaram de cantar, o Carlos, o Rui, o Francisco, a Ana, o João, a Betinha, a Micá e todos osa outros que trabalharam para que as Adivinhas fossem disco, este disco. “Tens que escrever umas palavras”, disseram-me. Palavras? Não. Vou antes escrever: pescador, caixeira, mar, sol, pedreiro, fotógrafo, fábrica, comboio, pastor, aldeia, circo, escola. Pensando no trabalho de cada um, parando um pouco para olhar o sol e o mar, participando, afinal, na vida de todas as pessoas e de todos os dias, surgiram as soluções para as adivinhas, tão fáceis de adivinhar. Dirão alguns que não é um disco infantil. Porque não foi ao Jardim da Celeste, não andou de mão dada com As pombinhas da Catrina nem namorou a Rosinha do meio... é verdade que às Pombinhas da Catrina preferimos o maro sol, e o retrato do José, de fatiota nova. Que trocámos o Jardim da Celeste pelo circo, pela aldeia, pela escola, pela fábrica. Que pusemos de lado a Rosinha do meio para cantarmos o pescador, o pedreiro, a caixeira, o pastor. O Luís Pedro, o Zé da Ponte, e eu com eles, entendemos assim o nosso – vosso disco infantil. E ficaremos felizes se todos, crianças e adultos, cantarem connosco “a batida bem certinha do coração do operário”, ou o arco-íris que faz o sol quando pelas nuvens se mete ( e só cores são sete!) ou a vida da caixeira que “dobra, desdobra, busca e rebusca, conta e reconta e torna a contar”.
Qual é coisa, qual é ela?” é o disco infantil que todos “vivemos” dia a dia.
 Maria João Duarte 1978