Tuesday, September 20, 2005

Faz hoje anos que nos casámos!

Lena e Ramiro
Sintra, 20 setembro 1975


Lena Águas e Ramiro Martins
Beatnicks 1976


18 comments:

chOURIÇO said...

Ehhhhhhhhhhhhhhhh!

Parabéns!

Ehhhhhhhhhhhhhhhh!

:)*

techno25000 said...

"Ja tinha perdido o rumo de tanto procurar, nas ondas da aventura,
A sede ja era muita quando ele me trouxe o mar em ondas de ternura,
Para crescer há que saber
entregar os corações
Foi ele que me ensinou"

Lena, peço desculpa se me enganei em algum verso mas terá sido dedicada a alguem esta música?
;)

AmigaTeatro said...

=)****

Bárbara Vale-Frias said...

30 anos?... é sinal que se viveram 360 meses, 8640 horas, 518400 minutos ;)

Que tenham sido, na sua grande maioria, muito bem aproveitados :)

Um beijinho de parabéns da Cokas!

Lyra said...

e continuaram...achava...nao sei porque sempre achei q ... ora deixa. :) sabes lena eu tenho 31 nos e lembro me tao bem de ti quando começaste :) e a imagem da borboleta, no BB tambem foi das coisas mais...puras que vi :)

miguel serodio said...

olá lena, obrigado pelo seu cantinho e pela música q nos deixou, o seu cantinho está mto bonito repleto de momentos, de saudades e de luz.

com mta ternura
miguel serodio

gardenia said...

já me ia esquecendo; Os poemas são lindos!!!

miguel

lena said...

:)

foi, sim, tech
se reparares, ele nessa letra é Ele...

gosto desta canção do luís pedro, mas sempre tive algum pudor parvo em cantá-la... um dia destes trago-a ;)

cokas e lyra, deste amor nasceu (3 meses e meio depois ;D ,a minha linda menina e uma amizade muito especial que permanece para além da morte dele em 98

aquela borboleta foi o beijo da minha vida, mas não lhe dei um nome, porque podia ter vários...

um beijo para todos*:)

Anonymous said...

Querida Lena d'Água,

Os des(Humanos) "roubaram-te" aquilo que já tu tinhas feito nos anos 80. Infelizmnete os empresários não quiseram dar-te o destaque que els estão a ter.
Volta e faz uns concertos (dos grandes) e mostra a essa gente como é que se canta!
Paulo França (Açores)

Anonymous said...

Hoje não sei porque carga de água, voltou-me à memória os Beatnicks e Ramiro Paulo Martins, que no fundo nunca me esqueceu mas que agora tenho mais presente comigo. E dei a comigo no sapo a procurar os Beatnicks e encontrei este "blog" onde fala e há fotos do Ramiro.
Não fomos amigos, no verdadeiro sentido da palavra, mas tenho dele o sentimento que guardamos dos antigos colegas de escola e ele foi uma pessoa que nunca me esqueceu.

Eu conheci-o no tempo feliz do colégio Oliveira Martins da Amadora (1971-72) onde estudei e convivi com ele. Assisti aos seus primeiros acordes do Whole Lotta Love, dos Led Zeppelin, e do Proud Mary dos Creedence) numa guitarra, em casa de um colega, ligada a um gira-discos que tinha uma entrada de som, coisa rara nessa altura, de onde foi apenas me lembra que foi numa rua onde há aqula passagem rodoviária aérea sobre a linha de Sintra, na direcção da estação Amadora - Sintra, logo a seguir à estação.
Nem sequer me lembro, do nome do filho do dono da casa.
Conheci outros rapazes da Amadora do qual o único contacto que tenho é do Padua de Carvalho, que ainda trabalhava hà dois ou três anos na Novembal no Cacém? Conheci o José Pedro Matos Gomes que morava na actual casa da Cultura da Amadora, não sei o que é feito dele e outros de que apenas sei o nome porque o conservo na capa de um livro de estudo.
Tive a sorte de o encontrar ainda duas vezes, uma na Amadora, onde ele me falou dos "Train in the station" e do estúdio de gravação. Ainda conservo um cartão que ele me deu e que me aviva a memória sempre que o vejo - "Ramiro Paulo Martins - Músico" - como se isso dissesse tudo.
Depois vi-o na minha terra Arganil, preocupado porque já tinha feito 40 anos e estava a perder cabelo. Entre estes dois encontros soube dele porque ao seu estúdio de gravação foi um grupo, da minha terra fazer umas maquettes, e ele lhes disse que conhecera um "rapaz" de Arganil que tinha estudado com ele na Amadora, e então lá chegaram à conclusão que era eu, volvidos já mais de 20 anos. Foi amigo também de um amigo meu, interessado em música e Rádio (Cidade... da Amadora?). Foi por seu intermedio que o vi na minha terra numa actuação do Grupo durante as festas (Festival de Rock).
Conservo uma imagem muito positiva dele, segui o que pude do seu percuso, tenho até o single "Blue jeans e Magia".
Terminado o Ano lectivo na Amadora onde fiz o tão almejado 5° ano, no momento de fazer " o espólio" e abandonar aquela Cidade, o Bairro de Janeiro, a Rua Mestre Afonso Domingues, "O Camponês", o Quartel dos Comandos, o Cinema Piolho, o Lido, a Rua António Sardinha, O parque Delfim Guimarães (como se podia viver na Amadora nessa altura), vi-o pela última vez da minha (nossa) adolescência a trabalhar nas obras, por amor a uma guitarra, que queria comprar (uma Fender).
Escapámos à guerra "por môr" do 25 de Abril. Soube do seu passamento. O que me entristeceu.
Hoje, que ando a aprender a tocar guitarra, vejam bem o disparate aos cinquenta anos, muitas vezes encontro a sua recordação.

Sensibilizou-me muito ver as suas suas fotos.
Para a Lena d'Água sua companheira de certamente bons momentos, sõ esses que nos devem fazer esquecer os maus…. Felicidades e apresento-lhe os meus cumprimentos

Arménio Figueiredo

lena said...

obrigada, Arménio :))

a Sara ficou muito feliz em encontrar aqui lugares de parte da infância dela e alguns momentos da vida do pai

um beijo

Anonymous said...

Caí na Amadora, não por acidente, mas porque ali durante quase trinta anos minha irmã foi « professora primária », como se dizia, na Escola do Bairro de Janeiro, alí frante à Rua de Angola. A minha expatriação ( a primeira) para aí deveu-se ao facto de o colégio da minha terra ter fechado e para não recuar no ensino, a minha irmã a colheu-me em sua casa na Rua Mestre Afonso Domingues. Um pouco abaixo do estabalecimento dos pais do Ramiro "O Camponês".

Aterrei, « lapuz do campo » no Colégio Oliveira Martins, meio dos meninos da cidade. A adaptação foi dura. Dura porque havia uma diferença de cultura, embora fôssemos todos nascidos debaixo da mesma bandeira, a falta de comunicação e abertura que havia nesses tempos provocava diferenças quase abissais e dura também porque para mim essa expatriação foi dolorosa, pela rotura que provocada no meu status social de « menino », criado na liberdade e longe dos perigos da cidade, mas habituado ao trabalho, cheio de amigos desde a escola primária. Fui durante algum tempo « bicho curioso ».
Como tinha certas facilidades em algumas disciplinas ; uma boa preparação em Françês que trazia do colégio que frequentara, Ciências Naturais, para a qual raramente necessitava de estudar, e Fisico-Químicas, onde hoje, relidos os meus cadernos de testes verifiquei que navegava bem na matéria ; e estava habituado ao estudo e ao trabalho fui chamando a atenção para a minha pessoa, chegando até a ser admirado como « marrão » por alguns dos meus colegas. A pouco e pouco fui grangeando o conhecimento e a amizade de alguns colegas, que por vezes me convidavam para ir dar uma volta. Havia um lugar misterioso que encerrava muitos segredos, e onde volta e meia fazíamos umas expedições que era o Colégio Feminino
Alexandre Herculano. Por vezes acontecia irmos fazer « plantões » à porta para vermos não sei bem o quê. Essas expedições por vezes eram detectadas pela Directora do Colégio, que fazia chegar a mensagem ao Director do nosso Colégio, um exemplo de lucidêz aos 80 anos passados, Coronel José Lemos, que tinha uma residência no dos ângulo direito da rua que longeia a Academia Militar, e segue para Queluz, passando pelas trazeiras do Lido e onde fica situada a actual Casa da Cultura da Amadora, na altura era a residência do José Pedro Matos Gomes, que na altura acompanhava com o Ramiro. Aos baixos dessa da casa um dia fomos fazer uma « investigação ».
A partir da altura em que naturalmente os gelos começaram a quebrar ; digo isto porque havia barreiras, porque as maneiras de vestir a diferença social o comportamento acanhado as diferenças de rendimento da progenitura de cada um, geravam barreiras. Porque eu tinha o mínimo indispensável e os outros tinham mais e ostentavam de outra maneira, e isso situava-os em « castas » (estratificação social importada da India e que ainda hoje se nota muito na cultura portuguesa, ou do que dela resta) e então era difícil penetrar ; começámos a acamaradar.
Com aqueles colegas que me fui identificando mais, foi com o Ramiro, que teve também uma criação na dureza do trabalho ( a mãe dele andava continuamente a enzozinar-lhe a cabeça para ele ajudar na distribuição do leite, tarefa que pelos vistos não lhe era nada simpática), o Pádua de Carvalho que morava logo em frente e o José Pedro Matos Gomes, cujos pais tinham penso eu um Bentley, mas que era um perfeito « gentleman », dava-se bem connosco e nós com ele. Gostava de o ver ainda um dia.
No que eles se maravam mais comigo era que eu não percebia nada de música, daquelas músicas contemporâneas (nessa altura estava na moda disco dos Beatles Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, que foi uma vez exibido na aula como um tesouro raro, porque raro era o dinheiro para o comprar, pela minha parte que comprei o primeiro disco já com dinheiro ganho por mim isso nem era hipótese que em equação se pusesse), mas aos poucos lá fui aprendendo, e já conseguia colar uns nomes a umas músicas. O que até mereceu grandes encómios par parte de alguns colegas.
E depois um dia fascinação ! Fui no convite com o Ramiro de ir experimentar uma guitarra a casa de um colega. Recorda-me que essa guitarra estaria em casa de um rapaz que teria qualquer coisa a ver com o artista cómico « Carlos Areias », mas eles disso fizeram todos muita discrição e eu também aprendera a não estar interessado naquilo que não me queriam dizer directamente. Durante a vida que já vivi, creio não ser um mau reflexo. E então lá saíram, quase em segredo os acorde do Whole Lotta Love , e do trivial dos Creedence, e foram trocados os primeiro adiagramas de acordes. Que pena eu tive nesse momento, de não perceber nada daquilo tudo.
Eu tive até a fatalidade, de me ter acontecido aquilo que pensava ser sorte e que hoje considero um handicap. E que todos os meus irmãos são músicos, ainda hoje executantes alguns ja´passando os 60 anos, mas a mim, contráriamente ao entusiasmo forçado que impôs aos meus irmãos, o meu pai aplicou-o no sentido contrário, isto porque os meus irmãos começaram a trabalhar muito cedo e eu fiz estudos e portanto estudar era a minha música e não a outra .
Mas daí nasceram-me paixões, a da música e pelas guitarras. A música é o meu passatempo preferido, e as guitarras foram uma paixão que eu abandonei, pelos anos loucos que seguiram ao 25 de Abril, pela necessidade de ocupação dos tempos livre no trabalho complementar , e pela falta de instrução e facilidade da aprendizagem da arte , hoje felizmente este espectro está a dissipar-se no nosso país. A facilidade de obter instrução na música e no uso de um instrumento musical está a progredir, pela é que a música não seja encarada a nível oficial no ensino. como algo de importante como o é no país onde me encontro expatriado (Bélgica). Mas eu também não sei se será caraterística dos portugueses porque eu já fiz esforços para que a minha filha se interessasse pela arte e não encontrei saída capaz.

Depois recorda-me do entusiasmo com que o Ramiro falava das guitarras e ainda hoje parace que o estou a ver, com aquele olhar brilante, quando o vimos, eu e o Pádua de Carvalho, na obra a « roubar tempo ao patrão » a falar da guitarra que queria comprar « está lá mesmo na montra, só espero que quando tiver o dinheiro, ela já não tenha sido vendida » Assim ! Nunca mais me esqueceu. Tinha uma dúvida não sabia qual a cor de « pick guard » escolher.
Tinha eu 17 anos feitos, ele era ligeiramente mais velho, talvez um ano. A vida separou-nos a todos. O 25 de Abril poupou-nos à Guerra Colonial.
O Ramiro, soube mais tarde pelo Pádua de Carvalho, tinha casado com a filha do Rui Águas, de quem já tinha uma filha. A mim pareceu-me impossível porque ainda estávamos nos verdes anos, (eu casei apenas em 1983), mas foi assim.
O Pádua de Carvalho, continua na Novembal, a sua filha concluiu uma Licenciatura, já vai para três anos. Reatei o contacto telefónico com ele aqui a partir da Bélgica, apenas pela curiosodade de saber se ele ainda lá trabalhava.
Do Ramiro, soube da sua vida artística, dos sus sucessos ou meios sucessos, pouco importa, espero que tenha sido feliz. Pelo meu e seu amigo José Moreira Gomes, da sua doença e do seu falecimeno. Na flôr da idade !

Hoje que tenho 50 anos, e ando a aprender a tocar guitarra hà dois, e tenho já passa de uma dúzia, muitas vezes o Ramiro e a sua paixão pelas guitarras me vêm à ideia.

Como poderia esquecê-lo ?

Felicidades para Sara e Lena

Arménio Figueiredo

lena said...

sou irmã do rui e filha do josé!

quando casámos eu tinha 19 e ele 21 anos
a sara nasceu pouco depois
;)

José Luís said...

Tive a sorte de esta semana ver de novo a Lena d'Água ao vivo, aqui na Figueira, no casino. A última vez que a tinha visto tinha sido há uns vinte anos, num comício em Coimbra.

Apesar de já não ter gira-discos, ainda me agarro à minha cópia do "Perto de Ti", um dos discos por que tenho mais carinho.

Esta semana vieram-me à memória muitos momentos da minha adolescência, nos anos 80, quando a Lena era a minha cantora preferida. Lembrei-me de como tive pena de quando ela saiu dos Salada de Frutas e de como, depois, com a carreira dela a solo, tive pena dos Salada de Frutas por terem largado os dois únicos membros que davam alma ao grupo.

Lembrei-me dos comícios da FRS a que eu não faltava porque tinham a Lena d'Água a actuar.

Lembrei-me das dezenas de livros que li a ouvir a música da Lena.

Lembrei-me, sobretudo, de muitos momentos muito pessoais que foram sublimados por aquela música fantástica.

Desta vez, levei a minha filha comigo, que tem a idade com que eu comecei a ouvir os discos da Lena d'Água. Comovi-me ao ver que ela teve a mesma reacção que eu tive e que, 30 anos depois, a voz da Lena continua a tocar-nos.

Só tive pena de não poder ouvir o "Herói", que a Lena disse que não tinha posto no alinhamento. Pode ser que cumpra a promessa de voltar cá em Setembro e o traga...

Por todos esses momentos bonitos, obrigado Lena...

lena said...

prometo!

:)))*******

lena said...

vai aqui espreitar
;)

http://degrausdelaura.blogspot.com/

José Luís said...

Já tinha visto essas fotos e até lá deixei um comentário. Também sou perdido por fotografia e a Figueira tem, de facto, uma luz especial.

Hoje, continuando a "educação musical" da minha filha de dez anos, levei-a a ouvir a Adelaide Ferreira. Gostei de ouvir a Adelaide, por várias vezes, no meio das músicas, a falar da Lena d'Água como a cantora portuguesa que mais nenhuma igualou nos últimos 20 anos.

Bem, a Lena d'Água era a minha preferida. A Adelaide Ferreira era a preferida da minha mãe. Porque é que não gravam um album juntas? A minha mãe no céu e eu na terra de certeza que estaríamos cá para as ouvir. E de certeza que não estaríamos sós...

Luis said...

Olá Lena, certamente que já não te lembras de mim, fui um dos organizadores do Musical Açores 77 na Terceira. Tenho algumas fotos tuas em concerto com os Beatnicks no festival. Se estiveres interessada manda-me mensagem para meu e-mail luisdores68@gmail.com.
Bjs
Luis